SENTIR OU NÃO SENTIR: EIS A QUESTÃO
Shakespeare terá que me perdoar de novo, mas foi a melhor maneira que encontrei para dar voz ao dilema que me afligia. Será que, num mundo estranho onde as pessoas se odeiam por nada ou amam intensamente a ponto de se martirizar (para mim isso é obsessão, amor é outra coisa - mas isso fica para o próximo texto), vale cultivar sentimentos? Vale se entregar a emoções que provavelmente não nos levarão a lugar nenhum? Não seria mais fácil e, porque não dizer, seguro ser insensível? Não sei! Há certos dias, certas situações que me fazem pensar que certas emoções, certos sentimentos se fazem absolutamente desnecessários, momentos em que eu adoraria ter o famigerado coração de pedra atribuído pelos astrólogos aos bons capricornianos (sou uma capricorniana nutella)... Às vezes é tão estranho ser uma pessoa de intensidade, num mundo de pessoas mornas que vivem para c...