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Sob as estrelas

 Sentei-me sob as estrelas Um céu lindo me cobria E, imersa naquele brilho, Vieram-me seus olhos O brilho doce e inocente De alguém que vive em plena intensidade  A lua minguando, fininha Lembrou-me seu largo sorriso Com que me brindava  A cada vez nos víamos Um frente ao outro Pensei no seu terno abraço Tão doce, tão quente, tão inteiro Que me acendia Um mundo todo inteiro De possibilidades, vontades, desejos Ali me perdi nas lembranças Que minha imaginação construira Na realidade Nada além de sonhos Apenas a audácia de querer-te

Em negação

  Havia um ar de menino Ao mesmo tempo Nas entrelinhas A maturidade de um velho sábio A languidez de olhares A doçura dos sorrisos Traziam mistério, magia Encantador E nesse encanto Sentiu estremecerem seus muros Palavras perdidas na cabeça Davam mil voltas Mas não saltavam dos lábios O pensamento girava “Meu Deus para que?” Em resposta apenas silêncio Horas de ideias revolvidas  Coração num balanço inusitado Sentia-se arrastar Num rumo desconhecido. Mas a razão,  Essa ensandecida Trazia nas mãos as rédeas Tentando domar as emoções A selvageria das ideias Que galopavam pela mente Para enfim perguntar-se novamente “Meu Deus para que?”