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Mostrando postagens de fevereiro, 2018

Sonho de uma tarde de Verão (Shakespeare que me perdoe o plágio - rsrs)

   Ela estava visivelmente deprimida, passara a noite inteira acordada, rolando de um lado para o outro na cama e nada de receber a visita de Morfeu.   Quando amanheceu, tinha os olhos vermelhos - um misto de sono e lágrimas. A vontade era nem tirar a camisola e ficar ali deitada, imaginando por que raios a sua vida andava em círculos.   Ela sabia que precisava levantar. Hoje sua vida já não é só sua, os afazeres, os cuidados do cotidiano obrigaram-na a levantar e tomar um banho. Se alguém prestasse atenção nela na rua, pensaria que tinha saído da  última temporada de The Walking Dead. Ficou se perguntando "por que não me lembrei dos óculos escuros?"   Fez tudo que precisava, cuidou dos seus, cumpriu suas tarefas... Mas nas horas mortas da tarde, como diria Clarice, o incômodo crescia dentro dela.    Tentou deitar-se um pouco. A cama parecia um caldeirão, mas permaneceu ali. Fechou os olhos e começou a divagar nas próprias ideias, ...

Brilhai a vossa luz - Sem apagar a dos outros

Um texto pode nascer das mais variadas situações; as ideias, as inspirações podem vir de qualquer lugar, de uma conversa espontânea, de uma sugestão... Pois assim veio esse, de uma sugestão, um pedido especial. Um certo físico me disse que dois raios luminosos, quando se encontram, ou convergem (de forma bem simplória, juntam-se numa mesma direção) ou apenas se ultrapassam, sem que um  "atrapalhe" o brilho do outro. Junto com essa informação, veio a proposta de que eu escrevesse algo a respeito (adoro um desafio...) Sendo eu quem sou, foi impossível não transportar essa ideia para as nossas relações, as diversas relações humanas. Vivemos num mundo em que as pessoas se tornaram tão individualistas que a ideia de convergir é praticamente um mito, poucos existem que estejam realmente dispostos a brilhar juntos (tem até uma galerinha por aí disposta a economizar o seu brilho pra pegar carona no brilho alheio... mas enfim). Mas pior do que isso, as pessoas fazem questão d...

REFLEXÕES DE UM ROCK PERDIDO

  A vida é realmente estranha, para não dizer desajeitada (ou será que ela apenas sabe qual o nosso caminho?) Às vezes é tão dura quando nos faz perceber que permitimos que a oportunidade se fosse, ou pior, quando percebemos que expulsamos "A Oportunidade" da nossa vida (nessas horas vale incorporar Camões e dar vida a certos nomes).   Você passa a vida inteira procurando por algo e quando se vê diante de algo bem próximo do que você desejava, age feito uma criança que acabou de pescar o maior peixe da sua vida e, na ânsia de ter certeza de que era de verdade, deixa que ele escorregue de volta para a água...   Não sou das mais convictas de que o destino exista, não acredito que exista amor perfeito (embora ainda sonhe com ele). Vejo que tudo hoje é muito instável, muito frágil, tudo é volátil, se vai com um sopro.   A vida, até o presente momento, não tem me mostrado nada muito diferente.    Certa vez me surpreendi ao ouvir uma das pessoas mais rac...