Em negação
Havia um ar de menino
Ao mesmo tempo
Nas entrelinhas
A maturidade de um velho sábio
A languidez de olhares
A doçura dos sorrisos
Traziam mistério, magia
Encantador
E nesse encanto
Sentiu estremecerem seus muros
Palavras perdidas na cabeça
Davam mil voltas
Mas não saltavam dos lábios
O pensamento girava
“Meu Deus para que?”
Em resposta apenas silêncio
Horas de ideias revolvidas
Coração num balanço inusitado
Sentia-se arrastar
Num rumo desconhecido.
Mas a razão,
Essa ensandecida
Trazia nas mãos as rédeas
Tentando domar as emoções
A selvageria das ideias
Que galopavam pela mente
Para enfim perguntar-se novamente
“Meu Deus para que?”
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