Quem és tu cavalheiro?
Texto escrito por volta de 1997 (Portanto faz muito tempo rsrsrs)
Certo dia, vi um cavalheiro que caminhava apressado, sem nem olhar para trás. Já o tinha visto antes e me perguntava por que tanta pressa. Resolvi então acompanhá-lo, sabia que seria difícil, mas precisava descobrir quem era e por que tantas vezes passava pelas pessoas sem parar.
— Cavalheiro, para onde vais tão apressado?
— Encontrar a vida.
— A tua vida?
— Não! A vida de todos os seres.
— O que trazes contigo?
— O esquecimento ou a glória; a tristeza ou a alegria; o amor ou a solidão.
— O que fazes às pessoas por onde passas?
— Deixo presentes para aquelas que lutaram para me vencer e realizar seus projetos. E desilusões para aquelas que me deixaram passar sem tomar forças para decidir e lutar.
— Mas o que queres na verdade?
— Fazer felizes os que sofrem e fazer pensar os que fazem sofrer. Mas se me esquecem só posso passar.
— Mas por que passas tão depressa?
— Por que, se devagar fosse, ninguém lutaria para me vencer e a vida nada teria de proveitoso.
— Cavalheiro, sempre te vi passar e sempre tive uma pergunta, para a qual te peço resposta. Será a última e não mais lhe interromperei. Quem és tu?
E ele respondeu simplesmente:
— Sou o Tempo.
E seguiu seu caminho apressado, mas deixou-me uma certeza: para que ele nos traga os presentes do futuro são necessárias apenas duas coisas – se conhecer e lutar, contra o tempo e a favor dos sonhos.
Certo dia, vi um cavalheiro que caminhava apressado, sem nem olhar para trás. Já o tinha visto antes e me perguntava por que tanta pressa. Resolvi então acompanhá-lo, sabia que seria difícil, mas precisava descobrir quem era e por que tantas vezes passava pelas pessoas sem parar.
— Cavalheiro, para onde vais tão apressado?
— Encontrar a vida.
— A tua vida?
— Não! A vida de todos os seres.
— O que trazes contigo?
— O esquecimento ou a glória; a tristeza ou a alegria; o amor ou a solidão.
— O que fazes às pessoas por onde passas?
— Deixo presentes para aquelas que lutaram para me vencer e realizar seus projetos. E desilusões para aquelas que me deixaram passar sem tomar forças para decidir e lutar.
— Mas o que queres na verdade?
— Fazer felizes os que sofrem e fazer pensar os que fazem sofrer. Mas se me esquecem só posso passar.
— Mas por que passas tão depressa?
— Por que, se devagar fosse, ninguém lutaria para me vencer e a vida nada teria de proveitoso.
— Cavalheiro, sempre te vi passar e sempre tive uma pergunta, para a qual te peço resposta. Será a última e não mais lhe interromperei. Quem és tu?
E ele respondeu simplesmente:
— Sou o Tempo.
E seguiu seu caminho apressado, mas deixou-me uma certeza: para que ele nos traga os presentes do futuro são necessárias apenas duas coisas – se conhecer e lutar, contra o tempo e a favor dos sonhos.
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