(Re) Encontros do Caminho

   É, parece que estou ficando especialista em tombos e recomeços (mas já chega, universo!). Mas também parece que dessa vez a pancada foi tão bem dada e me sacudiu de tal forma que, como diria Adriana Calcanhoto, "nada ficou no lugar".
    Há certas situações que te fazem refletir de tal forma que nada permanece como estava antes. É o drama no seu sentido original, "ação", você aprende a se mover para sair do poço (não importa quão fundo ele seja - e às vezes, meus caros, é fundo mesmo).
     É praticamente senso comum que a palavra retrocesso seja associada a coisas ruins, a regredir, perder progresso. Mas, não sei bem porque, a vida me levou a um "retroceder"assustadoramente positivo, a vida me fez ver que o suposto progresso estava me levando por um caminho ruim e, nesse caso, retroceder se mostrou um benefício, na verdade, a melhor de todas as soluções.
     E cá estou eu retrocedendo, entrando num túnel do tempo que me dirige a melhor perspectiva possível: a do encontro - ou melhor seria dizer reencontro?
       Minha dúvida surge porque tenho encontrado (ou reencontrado) apenas antigos sonhos, projetos que se perderam no caminho sem nunca ter sido realmente realizados: cantar, dançar (Ah... a minha dança cigana...), escrever... 
      São diversas as situações que um dia cruzaram meu caminho, sem ficar, e que hoje vem bater novamente em minha porta e - quem diria - me encontram numa versão mais corajosa, mais ousada... Parece que em dezenove de março de dois mil e quinze, há quase três anos atrás, eu fui capaz de prever esse momento e a vida realmente me trouxe por caminhos que me levaram a encontrar meu lado mais corajoso, ousado... Que ironia!
        Enfim, cá estou eu reencontrando sonhos e tentando vivê-los...
     Pela primeira vez escrevo sem a companhia da tristeza, sem que as lágrimas sejam minhas conselheiras e terminem por deixar molhadas cada palavra que escrevi.
        A cada dia me aproximo mais do melhor encontro de todos, o auto-encontro, o encontro comigo mesma... Aos poucos vou descobrindo como diria Whitney o melhor amor de todos, aquele que trago dentro de mim...
         Vou pouco a pouco trazendo à tona antigos sonhos, antigas vontades, antigos desejos...
        Meus olhos no espelho hoje encontram, num misto de paz e surpresa, os da menina que um dia fui.
         E assim vou, seguindo mais madura por antigos caminhos, reconstruindo meu passos numa oportunidade rara de recomeçar através dos (RE)ENCONTROS...

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